O que é Fotografia Opticosistêmica?
A Fotografia Opticosistêmica é a metodologia de ensino de fotografia desenvolvida por Geovane Per, fundador do O Hangar. Ela organiza a criação de projetos autorais conectando assunto, conceito, linguagem visual, planejamento, execução e apresentação do portfólio.
O ponto de partida é a intenção: o que você quer fotografar e comunicar? A partir dela, você escolhe como construir as imagens e como fazer cada fotografia contribuir para o conjunto.
Como funciona a Fotografia Opticosistêmica?
A abordagem trata o projeto como um sistema de decisões relacionadas. Uma escolha de luz influencia a atmosfera; a distância altera a relação com o assunto; a paleta e a sequência ajudam a dar unidade à série. Essas decisões são estudadas em conjunto e aplicadas na prática.
- Assunto e conceito: escolher o que investigar e desenvolver um ângulo próprio sobre esse assunto.
- Linguagem fotográfica: trabalhar composição, luz, cor, contraste, planos, foco, movimento e outros elementos visuais.
- Repertório: analisar fotografias e referências de outras artes para compreender possibilidades de construção da imagem.
- Execução profissional: organizar pré-produção, produção e pós-produção de acordo com o projeto.
- Portfólio: selecionar, editar e apresentar as imagens como um trabalho coerente.
Um exemplo: transformar um assunto em uma série
Imagine um projeto sobre o oceano. O assunto, sozinho, ainda permite muitas direções. Um conceito como “a transformação contínua da água” ajuda a orientar o que procurar nas fotografias.
O fotógrafo pode experimentar longa exposição para sugerir movimento, escolher condições de luz que sustentem a atmosfera e limitar a paleta para dar unidade ao conjunto. Na seleção, avalia quais imagens acrescentam algo à proposta e quais apenas repetem o que já foi mostrado.
Este é um exemplo de aplicação, não um relato de resultado de aluno. A mesma lógica pode orientar projetos sobre pessoas, animais, arquitetura, objetos, paisagens ou outros interesses.
O que significa desenvolver uma assinatura fotográfica?
Na abordagem do Hangar, a assinatura se constrói pela combinação consistente de escolhas: os assuntos que você investiga, a maneira de abordá-los e os elementos visuais que utiliza. O objetivo é desenvolver autonomia para criar novos projetos, com decisões que você consegue compreender, avaliar e aperfeiçoar.
Planejar elimina a espontaneidade?
O planejamento define uma direção e prepara as condições para fotografar. Durante a produção, é possível incorporar acontecimentos e descobertas. A preparação pode incluir tanto uma imagem construída quanto as condições necessárias para observar situações espontâneas.
Preciso de equipamento caro?
As ferramentas são escolhidas conforme a necessidade do projeto. Conhecer o equipamento disponível e suas limitações ajuda a propor um trabalho viável. Alguns projetos exigem recursos específicos; o planejamento serve também para identificar essas necessidades antes de produzir.
Metodologia, formação e protocolo: qual é a diferença?
A metodologia organiza o raciocínio e a prática. A Formação em Fotografia Opticosistêmica ensina seus elementos e aplicações. O protocolo personalizado direciona a aplicação ao contexto e ao projeto do aluno, conforme a oferta contratada.
Como começar a aplicar?
Escolha um assunto acessível, escreva em poucas frases a intenção do projeto e teste diferentes maneiras de fotografá-lo. Compare os resultados com essa intenção, em vez de escolher apenas a imagem mais chamativa.
Para organizar esse processo, leia o guia gratuito de como montar um portfólio fotográfico em 9 passos. Para conhecer o acompanhamento e as condições de matrícula, acesse a apresentação atual da formação do O Hangar.